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quinta-feira, 29 de abril de 2010

Mitos e verdades sobre o café

   O consumo de café é um hábito antigo, nele circunda muitos tabus. Há sempre quem diga que faz mal à saúde, que acelera o coração e vicia. A maior parte dos estudos feitos antigamente se fixou mais numa única substância, a cafeína.
  O café tem de bem mais substâncias que se imaginava, compreendendo a cafeína cerca de 1 a 2,5% de sua composição. Entre as quais, uma grande variedade de minerais como potássio (K), magnésio (Mg), cálcio (Ca), sódio (Na), ferro (Fe), manganês (Mn), rubídio (Rb), zinco (Zn), Cobre (Cu), estrôncio (Sr), cromo (Cr), vanádio (V), bário (Ba), níquel (Ni), cobalto (Co), chumbo (Pb), molibdênio (Mo), titânio (Ti) e cádmio (Cd); aminoácidos como alanina, arginina, asparagina, cisteína, ácido glutâmico, glicina, histidina, isoleucina, lisina,metionina, fenilalanina, prolina, serina, treonina, tirosina, valina; lipídeos como triglicerídeos e ácidos graxos livres , açúcares como sucrose, glicose, frutose, arabinose, galactose, maltose e polissacarídeos. Adicionalmente o café também possui uma vitamina do complexo B, a niacina (vitamina B3) e, em maior quantidade que todos os demais componentes, os ácidos clorogênicos, na proporção de 7 a 10 % (3 a 5 X mais que a cafeína). Após a torra, os ácidos clorogênicos formam diversos quinídeos que possuem vários efeitos farmacológicos, como aumento da captação de glicose (efeito antidiabético), ação antagonista opióide (efeito anti-alcoolismo) e inibidora da recaptação da adenosina (efeito benéfico na microcirculação).
  Uma das principais críticas em relação ao café é a questão da dependência. Veja só, o ser humano tende por sua natureza a repetir aquilo que lhe dá prazer, essa é uma relação observada com o uso das drogas ilícitas, a qual acredita-se que principal via envolvida na origem da dependência seja a dopaminérgica.
  A cocaína, a nicotina, os opióides e o etanol são todos oriundos de plantas ou de sua fermentação, que são capazes de gerar dependência porque diminuem ou aumentam as ações dos neurotransmissores que atuam nos mecanismos de bem estar, prazer e aprendizado do ser humano. Porém, com consequências danosas para o organismo, o que se não compara ao café. Além do que, sua dependência já foi desmistificada, inclusive seu consumo moderado tem apresentado uma série de efeitos favoráveis de acordo com estudos mais recentes, que também tem considerado os demais componentes de sua fórmula.
  Além dos efeitos relativos a melhora da memória e disposição, incluindo os atletas como beneficiários de seus efeitos estimulantes naturais, o café já não é visto como um vilão para cardíacos e tem papel preventivo do diabetes tipo II, aquele que aparece mais comumente após os 40 anos.
  O café não causa ou desencadeia doenças como esofagite, refluxo gastro-esofágico, gastrite ou úlcera. Porém, a bebida pode prejudicar pessoas que já estão com essas doenças, neste caso consumir com leite é o mais recomendado.
  Substâncias como os ácidos clorogênicos e os quinídeos formados na torra adequada do café podem até ser mais importantes que a própria cafeína. Estudos apontam que essas substâncias podem ter efeito de prevenção e controle da depressão.Outro aspecto interessante, observado nos mesmos estudos, é que as mesmas substâncias também reduziriam as consequências negativas da depressão, como por exemplo, o suicídio, e também a tendência ao alcoolismo.
  Estudos epidemiológicos também tem relacionado o consumo regular de café com a prevenção do Parkinson.
  Ao contrário do que se imaginava, o café apontado como causador de câncer vem agora através de estudos mais atuais mostra-se relacionado a proteção de do câncer de cólon e próstata. E após revisão de literatura científica desatrelar-se a causa de doença fibrocistica de mama por falta de bases científicas.
  O café foi incluido à merenda escolar junto ao leite, admitindo-se como bebida diurna que estimula o sistema de vigília do cérebro humano, mantendo-o mais acordado, mais atento e capaz de suas atividades intelectuais, diminuindo a incidência de apatia e depressão e estimulando a memória, atenção e concentração, melhorando a atividade intelectual normal.
  A cafeína está presente em vários medicamentos para dor de cabeça, pó de guaraná, no chá preto, energéticos (ver composição no rótulo),café (150mg), chá mate, chimarrão, achocolatados, coca-cola, café expresso tem maior concentração que em outro tipo de preparação, capuccino, café descafeinado (tem 8 mg e 30 mg), refrigerantes, cha verde, Red Bull, entre outros.


 

Fontes Bibliográficas:
ALENCASTRO, C. Anvisa libera venda de cafeína e creatina para atletas, substâncias que aumentam a massa muscular. Disponível em: < http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2010/04/27/anvisa-libera-venda-de-cafeina-creatina-para-atletas-substancias-que-aumentam-massa-muscular-916440847.asp> Acesso em: 28 de abr. 2010.
HERN,T.;NEWTON, W. Does coffee protect against the development of Parkinson disease ?.J Fam Pract. Agost. 2000, 49 (8): 685-6.
INFORMAÇÃO NUTRICIONAL. O milagre do chá verde. Disponível em:<http://www.informacaonutricional.net/nutricao/o-milagre-do-cha-verde/ >. Acesso em: 20 de Mar. 2010.
LIMA, D. R. Manual de farmacologia clínica, terapêutica e toxicologia. Rio de Janeiro: Medsi Ed. Científica, 2003. v. 3, 3.456 p.
LIMA, D.R. Café, depressão e alcoolismo – 2ª parte. Jornal da ABIC, VIII, 98, 24, 1999.

LIMA, D.R. Café, depressão e suicídio. Diaponível em: < http://www.abic.com.br/cafe_depressao.htlm>. Acesso em: 21 Mar. 2010.
MARTINEZ, E. S. et al. Coffee Consumption and Risk for Type 2 Diabetes Mellitus. Ann Intern Med. 6 Jan. 2004, 140 (1): 1-8.

VIVAVOZ. Cafeína. Disponível em: <http://psicoativas.ufcspa.edu.br/vivavoz/revisoes/cafeina.pdf> Acesso em: 29 de mar. 2010.


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