Gadget

Este conteúdo ainda não está disponível por conexões criptografadas.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Educação à distância (EAD)

Educação À Distância

Por: Valéria Araújo Cavalcante
EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA (EAD)
      A educação à distância ou EAD é um termo usado para se referir à formação ou aprendizagem cuja mediação estudante-professor-conteúdo é através de alguma tecnologia de informação e comunicação.
      Seu principal diferencial em relação ao modelo clássico é a forma não presencial de aprendizagem. Os termos mais usados são educação a distância (EAD), Formação à distância (FAD) e Aprendizagem aberta à distância (AAD). Os termos e a própria escrita dessa modalidade educacional já falam por si, não há como separá-la do meio de entrega do conteúdo e da forma de interação, ou seja, as Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs).
      Existem vários modelos de EAD, aqueles que se utilizam da internet, como na Educação on-line, outros modelos de EAD que oferecem cursos semipresenciais e/ou que se utilizam de outras mídias além da internet, já existem outros com tecnologias “U-learning”, sem fio (GPRS, 3G, I-Mode, WAP, Wifi) onde se pode acessar os conteúdos, fazer atividades pelo celular.
      A EAD está sob a égide do decreto nº 5622 de 19/12/2005, que regulamenta o art. 80 da lei nº 9.394 (Lei das Diretrizes e Bases da Educação Nacional) de 20/12/1996, em que se estabelecem as diretrizes e bases da educação nacional. Segundo o citado decreto, é caracterizada como modalidade educacional em que a mediação didático-pedagógico nos processos de ensino e aprendizagem ocorre por meio do uso de tecnologias de informação e comunicação.
      Nesta modalidade, alunos e professores desenvolvem atividades em lugares e tempos diversos. Esta característica, aliada aos avanços tecnológicos da informação e comunicação tem contribuído de sobremaneira para a crescente procura por cursos à distância, muita embora ainda haja bastante preconceito.
      Porém, o EAD tem-se constituído numa verdadeira ferramenta de rompimento de barreiras para a educação, permitindo maior acesso, independente de língua, espaço geográfico e tempo. Na medida que dinamiza os modos de ensinar e aprender, estimula a criatividade e a interação pedagógica entre os envolvidos no processo, também se desenvolvem paralelamente formas mais acertadas de aplicação dessa modalidade dentro do contexto brasileiro.
      Apesar da formalização do da educação à distância só ter ocorrido pela lei 9493/1996, iniciativas neste sentido ocorriam desde muito cedo. Alguns eventos são considerados como pioneiros na área, entre eles a Fundação da Rádio Sociedade do Rio de Janeiro em 1923( Roquete Pinto e Henrique Moritz), a doação da mesma rádio por Roquete Pinto para o Ministério da Educação e Saúde passando a se chamar Rádio-Escola Municipal do Rio de Janeiro em 1934, criação do Serviço de Radiodifusão Educativa do Ministério da Educação em 1937, criação do Instituto Rádio Técnico Monitor em São Paulo em 1939, fundação do Intituto Universal Brasileiro em 1941, lançamento de cursos bíblicos por correspondência pela Igreja Adventista Brasileira em 1943, criação do Sistema Radioeducativo Nacional em 1957 e o Serviço de Assistência Rural-SAR em 1958.
      Depois desse período inicial, e em especial depois da LDB/1996 e seu art. 80, acompanhado do aumento do uso das TICs, a educação a distância vem se expandindo no Brasil.
      A Secretaria de Educação à Distância (SEED) foi criada pelo MEC através decreto nº 1917/1996, surgindo neste mesmo ano, o programa TV Escola. A partir de então foi criado o Programa Nacional de Informática na Educação - ProInfo (Port. MEC nº 522), o Programa de Apoio à Pesquisa em Educação a Distância – Paped em 1997 e a regulamentação da educação a distância no país pelo dec. Nº 2494/1998.
      Através da Portaria nº 301/1998 foram normatizadas as formas de credenciamento das instituições de ensino para oferta de cursos à distância, em nível de graduação e educação profissional tecnológica.
      No ano de 2000 surgiu a UniRede, um desdobramento do Consórcio Interuniversitário de Educação Continuada e a Distância-Brasilead, termo de adesão ao consórcio UNIREDE assinado por reitores e diretores de instituições federais, estaduais e centros de educação tecnológica. Nesta data, o MEC e a UniRede assinavam convênio para realização do curso de extensão a distância.
      Ainda no ano de 2000, o Ministério da Ciência e Tecnologia-MCT, por meio da port. Nº 129/2000 constituiu grupo de trabalho para elaborar projeto de infra-estrutura tecnológica com o objetivo de implantar a Universidade Virtual Pública do Brasil. Esse projeto foi concluído em 2005 e entre seus objetivos está “a articulação e integração de um sistema nacional de educação superior a distância, em caráter experimental, visando sistematizar as ações, programas, projetos, atividades pertencentes às políticas públicas voltadas para a ampliação e interiorização da oferta do ensino superior gratuito e de qualidade no Brasil”.
      Na visão do MEC a Universidade Aberta do Brasil (UAB) é um modelo de sistema, um projeto pra ser desenvolvido, que necessitará de parcerias na forma de consórcios nas três esferas de governo, com a participação das universidades e outras organizações interessadas para ter sucesso.
      A UAB, já conta atualmente com conta com parcerias com o Banco do Brasil, Instituições Federais e Estaduais de nível superior e Cefets.
      O modelo tradicional de educação, que é o presencial, caracteriza-se, pelo comparecimento presencial às aulas, que ocorrem em horários e turnos pré-determinados, contando com a presença física do professor que faz a exposição da matéria em média de 45 a 50 minutos por aula. Logicamente, esse professor pode se utilizar de apresentação de slides, apresentação de filmes relacionados ao assunto abordado, promover debates em sala, enfim, usar de diversos meios para tornar sua aula dinâmica e atrativa. Porém, o que se observa na grande maioria das vezes é uma mera exposição do conteúdo, sendo o aluno um mero receptor.
      Dentre as limitações do ensino presencial é a oferta dos cursos em horários fixos, na maioria das vezes comercial, ou só diurno ou noturno, dificultando o acesso do aluno que trabalha em determinados ofícios. Outra questão, é que muitos cursos não são ofertados em determinadas regiões dos estados ou municípios brasileiros, constituindo mais uma dificuldade de acesso aos mesmos.
      O modelo de ensino à distância, torna o aluno mais responsável pelo seu nível de aprendizado, visto que o próprio modelo o estimula à pesquisa. Um diferencial bastante determinante é a forma de interação, que apesar da distância é mais atraente pela própria dinâmica da forma como são entregue os materiais e feitas discussões em fóruns, levando ao aluno a desenvolver a habilidade de se expressar e interagir com os colegas do o tutor, quebrando barreiras de distância e tempo.
      A flexibilidade de horários que dispõe o aluno, facilita que pessoas com determinadas ocupações não se privem de cursos que desejam fazer por conta da incompatibilidade de horário.
      O modelo de ensino a distância abre um leque de oportunidades, porém é necessário primá-la e estar atento a sua qualidade, para que esta formação não venha a no futuro próximo a cair em descrédito. Para isso, o preparo de tutores, formadores e a participação ativa dos alunos são fundamentais.
      Dependendo do tipo de EAD, o suprimento da ausência física do professor será feita por meio de comunicação e interação virtual, como por exemplo, participação em fóruns, bate-papos, email, áudio e videoconferência. O restante do tempo livre será destinado a atividades, pesquisas, trabalhos acadêmicos, atividades dirigidas pelo professor, leitura de materiais da biblioteca virtual, entre outros.
      No modelo pedagógico andragógico é aquele em que, o adulto tem autonomia com relação ao seu aprendizado, sendo ele gestor do seu tempo e ritmo.
      Devido as características do público alvo e do perfil deste, se percebe que o modelo andragógico se aplica mais ao EAD.
      Na EAD, a didática assume os mesmos princípios da didática geral e das disciplinas, pois para cada disciplina/conteúdo, seja presencial ou a distância, um modelo de didática é aplicado. No entanto, como a comunicação pedagógica é mediada por dispositivos tecnológicos, requer alguns processos metodológicos oriundos de outras áreas disciplinares, como gestão de projetos, engenharia, tecnologias síncronas e assíncronas, entre outras. De qualquer modo tudo passa pelo planejamento, que é a previsão das ações e procedimentos que o tutor vai realizar junto a seus alunos, e a organização das atividades discentes e das experiências de aprendizagem, visando atingir os objetivos estabelecidos.
      Os princípios básicos da didática são os elementos do planejamento: estabelecimento de objetivos, seleção dos conteúdos, escolha das estratégias de ensino, dos recursos didáticos e da forma de avaliação.
      Ao se planejar o ensino, deve-se, antecipar de modo organizado todas as etapas do trabalho escolar. Assim, numa disciplina se tem uma visão global de todas as fases e etapas a serem seguidas, de modo que qualquer que seja a amplitude, a natureza ou o conteúdo da disciplina, o planejamento é o mesmo.
      Os alunos de EAD podem dispor de diversos materiais para auxiliá-los nas pesquisas, como: Cd-Rom, material impresso e conteúdos disponibilizados no ambiente virtual de aprendizagem – AVA, outros recursos como vídeo-aula, videoconferência podem ser usados pelos tutores de modo extra com estratégias didáticas, devendo o conteúdo estar em harmonia e entrelaçado entre as mídias.
      Técnicas que podem ser usadas em sessões de aulas presenciais ou à distância envolvem bastante diversidade. As estratégias que mais favorecem a interação no sistema EAD são: discussões individuais ou em grupo via espaço off line ou on line, avaliação se a quantidade do conteúdo pode ser transmitido de modo eficaz no tempo proposto, diversificar e estabelecer etapas para as atividades do curso evitando exposições longas, alternar exposições do conteúdo com discussões e exercícios, estar ciente do ritmo e estilo diferenciado dos alunos e estimulá-los, humanizar o curso, usar sempre que possível exemplos e casos localmente relevantes para auxiliar os alunos na compreensão e na aplicação do conteúdo do curso, fazer perguntas diretas, personalizar o envolvimento, ser atencioso quando procurado, enviar mensagens de estímulo e lembranças dos prazos da tarefas.
      Algumas técnicas podem ser exploradas no EAD, são elas: o questionamento, como forma de expandir um determinado tópico e dar ao tutor a noção de absorção do conteúdo pelo aluno; estudo de caso, onde uma situação é colocada pelo tutor para avaliação e apresentação de relatório individual pelo aluno; as discussões orientadas ou painéis de discussões, útil no recolhimento de opiniões ao mesmo tempo que revisa a matéria; os exercícios ou práticas individuais ou em grupo; atividades em campo; o brainstorming (tempestade de idéias) onde se abre espaço para o máximo de soluções de problemas; painel de reações, onde se estimula a participação da audiência (alunos, professor e convidados), que são instruídos a fazerem perguntas ou apresentar caminhos alternativos durante uma apresentação e a demonstração.

http://www.artigonal.com/educacao-artigos/educacao-a-distancia-1695709.html

 Creative Commons License
Educação a distãncia de Valéria Araújo Cavalcante é licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil.
Based on a work at creativecommons.org.
Permissions beyond the scope of this license may be available at http://valeriaaraujocavalcante.blogspot.com/.
Share |